terça-feira, 29 de dezembro de 2009

BAR



Quero acordar deste tempo maldito
Em que o gosto amargo me consome
a dignidade, no banheiro escuro
de um bar fedorento

Vomitar até a alma
Palavras que matam
a falta de céu que um dia fora
o negro de teus olhos.

Mover os braços por mero descanso
Dar liberdade ao descontrole
Morrer e viver no precipício do copo
E se deliciar no perfume da nicotina

Falar inutilmente bonito em uma conquista barata
Madrugar em um corpo feminino
Dormir satisfeito envolvido em quadris desconhecidos
Sorrir e acordar em meio ao vício...

Teu peito é o limite do meu coração!
Minhas asas, tua liberdade.
Meus lábios, teu pedaço de céu
em que tua alma dorme.

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